#WebSérie: A vida de Jane

#WebSérie: A vida de Jane - Parte 2/3

23:47


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E AS MUDANÇAS CONTINUAM...


Depois de se tornar uma nova garota, exteriormente, Jane passava por novas fases em sua vida. Fez novas amizades, mas ainda sim se sentia inferior.

Nesta nova fase, aos quinze anos, Jane, nossa querida personagem, passa por grandes mudanças interior e exteriormente. Sim, já sabemos que fase é esta. Com certeza a nossa querida leitora já deve saber de qual fase nós estamos nos referindo, talvez você já passou, algumas estão passando e outras futuramente passarão.E é nesta fase que iniciaremos mais uma parte de nossa história.

PRIMEIROS AMORES

Boca seca, taquicardia, tremedeira (...) É... a nossa personagem passava pela sua primeira paixão. Tudo era mais lindo, tudo era mais belo. O preto e branco ganhava vida. Seus olhos resplandeciam quando o via.

Pressinto uma certa curiosidade de sua parte quando este simples " O " apareceu em nossa história.

Sim este O a quem nos referimos é um menino da classe da Jane. Bem, como isto aconteceu não saberemos explicar. Pois  paixão é como o vento, nós não sabemos de onde ela vem, mas vira e mexe ela nos pega de surpresa. Dependendo de sua intensidade pode resultar em grandes desastres. Esta primeira paixão da Jane parecia um  verdadeiro furacão.

Ventos impetuosos a faria delirar antes de dormir, seus pensamentos a conduzia a um só ponto o sorriso do Josh (outro nome fictício, só para lembrar!). Josh estava entre os garotos mais bonitos do colégio, e ainda tinha uma lista para constatar isto. Lista que a todo ano era encontrada na porta do banheiro feminino do colégio.

Além de ser bonito ele era popular e vinha de uma bela família bem conhecida naquela pequena cidade. Todos os dias Jane escrevia em seu diário sobre ele, cada sorriso, cada olhar, destalhes e detalhes que nem o pobre Josh se lembraria. Afinal, a Jane até sabia quantas faltas ele havia tido no semestre.

A paixão platônica de Jane crescia mais e mais a cada dia. Porém, junto a esta paixão surgiu também grande insegurança e um "pouquinho" de ciúmes. Pois havia muitas concorrentes e apesar de tudo estar feito na mente de Jane, na realidade ela não trocou mais que duas palavras com o Josh.

E onde está Deus nesta história, Claudiane?!
Mal esperava para contar-lhes desta parte. Mas para entendermos melhor começaremos do início. Jane nasceu em uma família Cristã e frequentava uma igreja perto de sua casa, porém com um tempo algo mudou.

A Jane continuou indo à igreja com sua família, mas seu coração e seus pensamentos estavam distantes de Deus. Tão distantes que nem parecia que Ele fazia parte de sua vida. A ida a igreja virou uma rotina, algo comum e sem nenhuma importância, a não ser pelo encontro entre amigos que sempre havia no final de cada culto.

Esta era a Jane, contudo Deus jamais a abandonou. Esteve com ela durante 24 horas por dia, 720 horas por mês e 8.760 horas por ano, cada hora 60 minutos, cada minuto 60 segundos.

O tempo ia passando e a vontade de se declarar crescia, talvez através de uma carta, porque era tímida. Porém esta vontade era despedaçada pelo medo da consequência.


- O que ele vai dizer? O que ele vai achar de mim? 

Essas perguntas importunavam sua mente todos os dias, junto com a lembrança de que haviam concorrentes ao prêmio do coração do belo Josh.

 - Não vale a pena! Está tudo acabado! 
Pensava Jane tentando lutar contra esses pensamentos e ao mesmo tempo segurando seu coração que  esmorecia as esperanças a cada segundo que passava.

- Elas são bem mais bonitas do que eu, são populares, tem tudo o que uma garota gostaria de ter, além de terem todos os garotos do colégio jogados aos seus pés! E olha eu? Eu não tenho NADA!

Depois que caíra na realidade, Jane se encontrava com o coração ferido. Inundava todas as noites seu travesseiro. Desolada e angustiada ela não sabia o que fazer . Como encontrar consolo num momento desses? Se contasse sobre o caso aos seus pais não a entenderiam. Muito menos os amigos, talvez dariam um conselho que não servisse em nada, e desde quando esses conselhos acabaram com a dor de um coração ferido?!

Simplesmente nada parecia ser o remédio para aquele importuno sentimento arrasador. Enquanto isso isolava-se de tudo e de todos, com muito medo e total insegurança.

"Eu, eu mesmo, sou quem a consola. Quem é você para que tema homens mortais, os filhos de homens, que não passam de relva, para que você esqueça o Senhor, aquele que fez você, que estendeu os céus e lançou os alicerces da terra, para que viva diariamente, constantemente apavorado por causa da ira do opressor, que está inclinado a destruir? Pois onde está a ira do opressor? Os prisioneiros encolhidos logo serão postos em liberdade; não morrerão em sua masmorra, nem terão falta de pão. Pois eu sou o Senhor, o seu Deus, que agito o mar para que suas ondas rujam, o Senhor dos Exércitos é o seu nome." Is 51:12-15



AUTORA: Claudiane Almeida


#WebSérie: A vida de Jane

#WebSérie: A vida de Jane - Parte 1/3

12:30


Olá, princesas lindas do Pai!

Bom, não escrevo muito histórias dessa maneira, mas tudo tem sua primeira vez, não é?!

Essa é uma linda história de uma jovem que a usaremos como base de cura para um mal que atinge a maioria das jovens hoje em dia, a falta de autoaceitação e autoestima. Aqui, nas entrelinhas, encontraremos uma Palavra vinda do coração de Deus e a cura que muitos procuram. Vamos lá!

O INÍCIO

" Sempre fui uma criança alegre, a alegria coloria a minha vida. Jamais me preocupei com o que iria vestir ou o que as pessoas pensariam de mim, sinceramente isto nunca passou pela minha mente. Até eu chegar numa certa idade onde a aparência era o que mais importava."

Primeiros sintomas: Se sentir diferente das outras meninas


Treze anos. A idade em que as coisas começam a mudar. Quase uma hora no banheiro, a mãe assustada já batia na porta - Filha, está tudo bem? Está passando mal?!
 - Não, mamãe, eu estou bem! Gritou. Na verdade ela se encarava no espelho. Olhava fixo em seus olhos. O que procurava? Defeitos?! Sim.

Ela não gostava do que via no espelho, era tão diferente das outras meninas que costumava ver.
Começou a notar os detalhes olhava seus olhos, boca, nariz, orelhas, o pé.. olhava o seu cabelo e o pior, o seu corpo.
Algo em sua mente começou a sussurrar em seus ouvidos (uma voz estranha, talvez, mas que nossa personagem confundiu com a sua própria mente).

- Olha seus olhos! Olha seu nariz! Seu cabelo é um horror! E seu corpo? Nem se fala! Você não é diferente, você é FEIA! 
É claro, queridas leitoras, que esta voz, a qual nos referimos, não seria uma voz qualquer e muito menos a voz de nossa querida personagem, que a partir deste momento a chamaremos de Jane (Nome fictício, lembrando que é uma história fictícia, mas nem tanto... pois narra histórias que realmente são reais).
Então, esta voz seria a voz do diabo, inimigo de Deus e nosso arqui-inimigo. 

Jane não sabia, mas naquele momento o inimigo começou a persuadi-la e torcia para ela cair em uma de suas ciladas, a falta de autoaceitação e depressão.

Ele sabia que a Jane não era uma garota comum. Ela era escolhida por Deus! O diabo sabia de todos os planos que Deus sonhou para a vida dela. 

Então começou uma tentativa (inútil) de impedir que esses planos se concretizassem na vida da Jane.

Igualmente a mim e a você, leitora. Deus tem um plano para a minha e sua vida, mas o diabo, nosso inimigo, tenta de tudo para nos impedir de vivê-los.

Continuemos com nossa história...
Jane ficou com aquelas palavras sussurrando em sua mente. Começou a se sentir uma 'sem valor', uma garota imperfeita, a mais sem valor de todas.

Passou a buscar soluções para encobrir seus defeitos, seus mais árduos defeitos. Soltou o cabelo para encobrir suas orelhas que considerava desproporcionais. Começou a imitar as meninas do colégio, o jeito de andar, falar e passou a usar MAQUIAGEM.

Ahh agora sim! pensou Jane.

Nunca havia se maquiado, afinal nunca teve a curiosidade de inspecionar o que a mãe guardava em sua pequena caixinha no fundo do armário. Começou a se maquiar como as outras meninas. Mas nem sempre conseguia o resultado que tanto desejava.

Seus defeitos ainda a surtavam, a insatisfação rondava seu interior. É claro, a maquiagem poderia apagar suas imperfeições exteriores, mas as interiores, esta jamais conseguiria.
Ela não sabia, mas o seu defeito não estava nos seus traços, e sim no profundo de seu coração.

Numa certa manhã, chegou ao seu closet e decidiu mudar. A maquiagem poderia ter falhado, mas a mudança no estilo não falharia. Jane, que se vestia como uma menina de treze anos, isso o que ela achava. Porém, a opinião da sua mãe era diferente: sim, ela se vestia como um menino!

Detestava saias e vestidos. Só usava quando tinha alguma festa, pois sua mãe insistia para que ela se arrumasse mais como uma mocinha. Começou a explorar seu armário, procurava algo diferente, algo que não estava de acordo com o seu habitual diário. A procura foi desesperadora e desanimadora.

- Nadaaaaaaaa?! Como posso não ter nada para se vestir?!

É, leitoras... acho que ela não reparou na réplica do Monte Everest que se formou em cima de sua cama. 

 - Como posso sentir melhor comigo mesma?! Como? Como??!! Já sei, eu preciso de roupas novas! 

Não esperou muito, foi direto a sua mãe. Que depois de tanta insistência e tantos argumentos, cedeu. Foi correndo (literalmente) ao Shopping. Comprou de tudo o que antes não suportava nem experimentar. ela estava decidida a mudar mesmo!

Mas é claro que teve um limite imposto por sua mãe, se não aquela seria a sua última ida ao Shopping.

No final de toda essa correria deitou em sua cama, sentia uma alegria enorme, uma satisfação. Porém esta não durou muito, era apenas passageira. Uma semana depois a dor voltou e a infelicidade também. Não entendia o porquê.

"Pois que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado. Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos. Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta." Sl 143:4-6
"Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. " Jo 4:13-14


AUTORA: Claudiane Almeida