Talvez viver no “mundo da lua” não seja um problema

12:45

      

      Ontem, durante a aula, percebi a Lua surgindo majestosamente pela da janela da minha sala após dias de céu nublado. Não me contentei em olhar uma vez. Passei alguns minutos admirando, ainda que somente pela fresta da janela, seu trajeto e desenho no céu; sua luz. Fiquei observando alguns colegas que também perceberam a lua e todos a olhavam surpresos, admirados. Isso me fez pensar em quantas foram as vezes em que eu já havia olhando essa mesma Lua reluzindo o céu e, em todas elas, eu havia me sentido como agora: maravilhada como se a fosse a primeira vez; como se fosse a última.

No momento em que eu a observava e pensava sobre isso - e por isso escrevo -, algo me veio a mente. Pode parecer bobo, mas a beleza imensurável da Lua me fez pensar na graça de Deus. A graça do Senhor é assim. Sempre que estamos vivendo algo difícil, confiamos na misericórdia e na graça de Deus, e clamamos para que ela se manifeste (Lm 3:22) e que surja em nosso socorro a qualquer momento, em meio ao inesperado, como aquela Lua no céu. 

A graça do Senhor é assim. Quando estamos felizes e pensamos em todos os porquês que nos conduziram a aquele momento, conseguimos - e deve ser assim -  chegar a um único denominador possível: É pela graça, é por sua misericórdia que podemos ser felizes (Sl 126:3). 

Mais importante do que pensar na graça de Deus manifesta, é pensar se estamos o reverenciando e nos maravilhando com o Senhor em todos os Seus feitos. É pensar que, por mais miseráveis e imerecedores que sejamos, o Senhor, em todo Seu amor e justiça, inclina os seus olhos a nós e permite-nos vivenciar coisas singelas e maravilhosas demais, estas tais nenhum outro ser jamais poderia fazê-las! (1 Cor 8:5-6).

Espero que assim como a graciosidade da Lua me fez pensar na graça de Deus tão somente pela permissão de vê-la, você também reflita sobre isso. Verdadeiramente, “os céus declaram a glória de Deus” (Sl 19:1). Uma vez escrevi: A poesia existe para Lua não ser mais um astro. Note-a!

Carol Souza 

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